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18 maio

Mergulhadores desde pequenos: como funciona a natação para bebês e quais são seus benefícios

Contato com a água ajuda no desenvolvimento da psicomotricidade, coordenação, equilíbrio e força

natacaobebe

O mergulho por si só já é uma atividade que nos encanta, mas ver bebês de poucos meses de vida mergulhando e nadando é algo fantástico! Cheguei a pensar no início que precisaria ensiná-lo a mergulhar, mas o bebê já nasce sabendo mergulhar! Foi assim com o meu pequeno Augusto.

Assim como os mamíferos aquáticos, os seres humanos nascem com adaptações necessárias para passar períodos debaixo da água.
Assim como os mamíferos aquáticos, os seres humanos nascem com adaptações necessárias para passar períodos debaixo da água.

Depois de passar tantos meses suspenso no líquido uterino, os bebês desenvolvem uma afinidade natural pela água de tal forma que, flutuar em uma piscina de água quentinha, lhes parece muito mais familiar do que pisar em terra firme.

Muitos defendem a tese de nossa origem ser aquática por mostrarmos, desde o nascimento, características que mais nos assemelham aos mamíferos marinhos do que aos terrestres.

Assim como os mamíferos aquáticos, os seres humanos nascem com adaptações necessárias para passar períodos debaixo da água. É o reflexo de imersão, uma reação fisiológica desencadeada pela imersão do corpo na água, que reduz os batimentos cardíacos e provoca a vaso constrição, fazendo com que o organismo reduza o consumo de oxigênio e aperfeiçoe a sua entrega para os órgãos vitais.

Outro reflexo, ou resposta involuntária, que ocorre nos bebês acontece na região da laringe (chamado também de bloqueio de glote), no qual instintivamente eles prendem a respiração e não inalam água. A própria posição da laringe é um fato curioso. Enquanto em quase todos os mamíferos terrestres a laringe se localiza no interior da cavidade nasal, nos seres humanos a laringe fica na garganta, assim como acontece com as baleias e golfinhos, o que lhes permite fechar a traqueia durante o mergulho. Nos seres humanos isto permite prender o fôlego para o mergulho.

Conheça algumas das relações do ser humano com os seres aquáticos:

O corpo sem pelos: o homem primitivo teria perdido progressivamente sua pelagem para se locomover melhor no ambiente aquático, diminuindo o atrito e aumentando a velocidade, assim como aconteceu com mamíferos aquáticos como os cetáceos.

O controle voluntário da respiração: os humanos também são os únicos mamíferos capazes de controlar a própria respiração, de forma voluntária. Segundo especialistas, esta é uma característica que só se desenvolve em animais nadadores.

Um cérebro bem desenvolvido: alguns cientistas defendem a hipótese de que o nosso cérebro cresceu devido ao ácido docosahexaenóico (DHA), um ácido graxo ômega-3, encontrado em frutos do mar.

Uma reserva de gordura: ao contrário dos animais terrestres, os humanos possuem uma reserva de gordura que retém durante todo o ano.

Até mesmo as lágrimas, a sudorese excessiva e a porção de pele que separa o polegar do dedo indicador sugerem antepassados aquáticos segundo os adeptos da teoria do macaco aquático.
Nossa facilidade de nadar, em comparação à falta de jeito de muitos mamíferos terrestres na água, também sugere que evoluímos de seres aquáticos.

Acreditando nesta origem aquática decidimos levar nosso bebê para um encontro com a água, nesta nova vida fora do útero. Da primeira vez que entrou na água, nem percebeu que estava lá e continuou dormindo.
É claro que o bebê não vai para a água somente para mergulhar, ele também revive e melhora a sua natação, cujos benefícios vão muito além da piscina.

Por isto, na sequência, decidimos buscar um profissional para orientar melhor os primeiros passos neste retorno ao ambiente aquático e à natação e encontramos o professor Carlos Ernesto, mais conhecido por Dani Natação. Formado em educação física pela UFSC, já no estágio se dedicou à natação infantil e, mais tarde, com o nascimento de seu filho, seguiu nesta especialidade. Seu bebê já mergulhava com um mês de idade. Há 30 anos ele segue aprimorando técnicas, sendo dono de uma metodologia própria, baseada em observações durante as aulas. O método Dani Natação procura respeitar o interesse de cada conjunto (bebês e responsáveis) permitindo que cada um procure executar as atividades que mais lhes atraem e, ao mesmo tempo, proporcionando segurança (muitos, a partir dos 30 meses de idade já sabem nadar e levantar a cabeça para respirar); saúde (são inúmeros os benefícios obtidos pela prática da natação infantil); e lazer (saber nadar facilita muito as brincadeiras em águas de piscinas, rios e mares).

Foi neste ambiente seguro que nosso bebê deu seu primeiro mergulho em ambiente fechado (piscina). Vale lembrar que esta piscina precisa ser apropriada, adaptada para os bebês, na temperatura, tratamento da água, ambiente físico e revestimento adequado para evitar acidentes.

Ao nadar, o bebê desenvolve a psicomotricidade, a coordenação, o equilíbrio, o conhecimento do espaço, adquirindo mais força muscular e um grande sentimento de independência e autoconfiança, que o ajudarão fora da água, inclusive no caminhar.

Em virtude da perda da gravidade, a água propicia ao bebê uma variedade enorme de movimentos e exercícios suaves, que combinados com uma temperatura agradável do ambiente e da piscina, relaxam o bebê, estimulam o seu apetite e melhoram o sono e o humor.

É comprovada também a estimulação que a água provoca no intelecto, ao incitar uma maior capacidade de criar novas brincadeiras que, indiretamente, ajudarão o bebê em novas aprendizagens.

Os benefícios vão além… Há o fortalecimento do sistema imunológico e a imersão na água, que desencadeia o reflexo aquático e também fortalece todo o sistema cardiocirculatório e amplia o sistema respiratório.

O bebê desenvolve, no meio aquático, habilidades vitais de sobrevivência, adquirindo maior capacidade de ultrapassar momentos difíceis e se tornará um adulto mais autônomos, seguro e sociável.

Enfim, não precisamos sequer acreditar na tese de nossos ancestrais aquáticos para constatarmos que, nosso maior presente é devolvermos estes peixinhos para a água! Fazendo isto, estaremos diante de seres humanos não somente mais adaptados, mas também mais humanos e integrados ao universo!

Este reencontro com a água, ao lado dos pais, trará benefícios para toda a vida e para todo o planeta azul!

Texto: Karol Meyer

Fonte: Web Venture

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