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17 maio

RITIDECTOMIA – LIFTING CERVICO FACIAL

É um procedimento cirúrgico, de natureza estética, que tem como objectivo principal corrigir a atrofia (diminuição) e ptose (queda) dos tecidos faciais, os principais sinais de envelhecimento da face. As rugas mais profundas, como as rugas naso-labias (ver figura), também podem ser atenuadas por esta técnica.

Este procedimento não está indicado para melhorar a textura da pele. Desta forma, não está indicado para o tratamento de rugas finas, lesões causadas pelo exposição solar ou alterações da pigmentação. Para estas situações, estão indicados outros procedimentos como o dermoabrasão, o pelling químico ou a luz pulsada.

Apesar destas limitações, o lifting cervico-facial (da face e pescoço) é o procedimento cirúrgico mais importante e benéfico para a maioria dos pacientes com idade superior a 40 anos que deseja corrigir as alterações faciais do envelhecimento.

O envelhecimento provoca alterações marcadas na face, nomeadamente, o aparecimento de “duplo queixo”, culminando numa “face rectangular”. O lifting cervico-facial reposiciona os tecidos ptosados (caídos) da face, projectando o andar superior e estreitando o andar inferior, devolvendo a forma de “cone invertido” de uma face jovem. Esta mudança na face, da forma rectangular para a forma de “coração”, é subtil, mas real, e é um benefício que nenhuma outra modalidade de tratamento pode proporcionar.

Alterações provocadas pelo envelhecimento na face:
1) Rugas da região frontal e glabelar 2) Ptose do supracílio lateral; 3) Pele da pálpebra superior redundante; 4) Diminuição da pálpebra superior; 5) Flacidez e rugas da pálpebra inferior; 6) Bolsa de gorduras ptosadas na pálpebra inferior; 7) Aprofundamento do sulco naso-jugal; 8 ) Ptose dos tecidos malares; 9) Flacidez generalizada da pele; 10) Aprofundamento do sulco naso-labial; 11) Rugas peri-orais; 12) Queda da comissura oral; 13) Aprofundamento da prega lábio-mental; 14) Duplo queixo; 15) Perda de definição e excesso de gordura localizada no pescoço; 16) Bandas do músculo platisma.

Cuidados Pós-Operatórios

Internamento
O procedimento cirúrgico é realizado sob anestesia geral. O paciente normalmente tem alta após a remoção dos drenos, no primeiro ou no segundo dia de internamento.

Consultas
Consultas no pós-operatório imediato (até cicatrização completa/remoção dos pontos) e tardio.

Cuidados no pós-operatório imediato

O paciente deve dormir com a cabeceira da cama elevada durante os primeiros dias após a cirurgia.
Deve usar uma banda elástica na face, 24 horas por dia, durante duas semanas.
Deve usar meias elásticas, de compressão média, até ao joelho, durante o dia, duas a quatro semanas.
É medicado com antibiótico, anti-inflamatório e/ou analgésico.
Durante uma a duas semanas, não deve mexer nos pensos.
Quando lhe for permitido (orientação médica), deverá tomar um duche rápido (incluindo as feridas cirúrgicas) com água tépida, utilizando um champô extra-suave e um gel banho de farmácia. Depois do banho, deverá enxugar as cicatrizes com uma toalha, secá-las com secador a frio e colocar nas mesmas um creme cicatrizante.
Nas primeiras duas a três semanas a seguir à cirurgia, não deve: andar de avião, conduzir e frequentar locais com elevada densidade populacional.

Cuidados no pós-operatório tardio

Quando as cicatrizes estiverem completamente cicatrizadas e durante um ano deverá:
– De manhã: colocar nas cicatrizes e em toda a face, um protector solar 50+ mineral e tapá-las com o cabelo ou chapéu (durante um ano não poderá apanhar sol directo nas cicatrizes).
– À noite: deverá colocar nas cicatrizes um gel de silicone.
Regresso ao trabalho e actividade desportiva
Dependendo de outros procedimentos realizados no mesmo tempo cirúrgico, o paciente fica com uma aparência aceitável ao fim de uma semana, com uma boa aparência depois de duas semanas (com uma maquilhagem adequada), e capaz de retomar uma vida social e profissional normal no final de três semanas. Ocasionalmente, poderão surgir contusões e equimoses mais prolongadas que poderão limitar o retorno à actividade por um período de tempo mais longo. O paciente poderá fazer desporto ao fim de um mês.

Complicações

Estão descritas na literatura as seguintes complicações, entre outras, sendo raras: hematoma (acumulação de sangue), necrose cutânea (perda de pele), infecção, hiperpigmentação (mancha castanha), perda de cabelo, cicatriz hipertrófica (cicatriz alargada e espessa), lesão nervosa.

Texto: redação

Fonte: marisamarques.pt

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