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31 jul

Bioestimuladores: tudo sobre as substâncias para aumentar a produção de colágeno

Apesar de garantidas por especialistas, é preciso estar sob cuidados de profissionais ativos em suas sociedades médicas.
Você pode até passar incólume pela chegada dos 40, ao tomaros suplementos da moda e passar os cremes da vez religiosamente. Mas o início da quarta década de idade balança com força as estruturas da pele — mais especificamente no que diz respeito ao colágeno, a palavrinha que reluz em potes de pílulas e cosméticos cheios de promessas. Acontece que, à medida que o tempo passa, nem tudo faz tanto efeito para manter a firmeza de outrora. Num mundo com tanta expectativa para resultados e diversas opções que fazem menos efeito do que prenunciam, o que tem obtido sucesso no meio médico são os bioestimuladores. Eles são substâncias capazes de incitar nossas células a produzirem (de verdade!) colágeno e fazer a pele permanecer firme por mais tempo.

A função primordial do colágeno, uma proteína que fica armazenada na derme, é dar sustentação e manter a coesão das fibras. Só que tempo e escolhas de vida (excesso de sol, tabaco, poluição e estresse) estão intimamente ligados à queda da síntese desse composto, que é produzido naturalmente pelo nosso corpo.
Com o envelhecimento cronológico e ambiental, nós vemos diminuir a quantidade dessa proteína, por isso a pele vai ficando mais fina e sem elasticidade — explica Monica Azulay, dermatologista e professora da UFRJ.

A curva de produção começa a cair a partir dos 30 anos, mas, em geral, os sinais mais intensos começam a aparecer a partir dos 40, quando o uso dos bioestimuladores começa a ser uma alternativa interessante para estimular as fibras epiteliais e, consequentemente, atenuar a flacidez.

— Trata-se de substâncias sintetizadas em laboratório, que, quando injetadas no subcutâneo, impulsionam a reação dos fibroblastos, as células que produzem o colágeno — explica a dermatologista Bruna Bravo. — É como se acontecesse uma pequena irritação celular; o organismo reconhece essas micropartículas que compõem os bioestimuladores como corpos estranhos e ativa o sistema de defesa. Tudo isso de forma bastante segura.

Existem duas substâncias reconhecidas no mercado:o ácido Poli-L-Láctico e a hidroxiapatita de cálcio. A diferença entre os dois, explica a dermatologista Renata Marques, é que a hidroxiapatita de cálcio também tem efeito preenchedor, o que não acontece com o ácido Poli-L-Láctico. Isso dá opção para os médicos trabalharem ou não a questão da volumização.

— Ambos são usados há bastante na tempo na áreada face, mas, hoje em dia, estão aparecendo cada vez mais estudos comprovando eficácia também em outras partes do corpo, como barriga, parte interna da coxa e braços — diz Renata Marques.

Apesar de garantidas por especialistas e pelos laboratórios que comercializam os bioestimuladores, é preciso estar sob cuidados de um dermatologista ou cirurgião plástico reconhecido e ativo em suas sociedades médicas para evitar qualquer coisa fora do script. Afinal, ninguém quer entregar a saúde a um Dr. Bumbum da esquina ou de uma cobertura de luxo.

— As pessoas banalizam o procedimento. Aparentemente, ele não é complicado, mas quem o faz precisa ser um profissional capacitado — diz Monica Azulay.

A ideia do uso de um bioestimulador que não tem função preenchedora é de que o efeito seja visto a médio prazo. A partir de três meses após a aplicação da substância, o paciente sentirá um real aumento da firmeza do rosto ou do corpo.
— O resultado não é imediato. O processo inflamatório começa na hora, mas a consequência demora de três a seis meses para ser vista. Costumo dizer que é como se você jogasse uma semente na terra: coloca-se hoje, e ela amadurece com o tempo — explica Bruna Bravo, que recomenda que as sessões sejam repetidas entre um ano e um ano e meio.

Essa pode ser a maneira mais eficaz de “bombar” as células com colágeno, mas existem outras formas mais suaves. Primeiramente, temos que olhar para o ambiente a nossa volta. A dieta é rica em proteína? O fumo não é um hábito? A exposição ao sol é feita de forma racional? Se as respostas para essas perguntas forem sim, você não está atrapalhando o trabalho da natureza.

Também se deve ficar atenta aos suplementos e cosméticos. Os especialistas em dermatologia são bastante reticentes sobre a real eficácia do consumo oral de colágeno, e a grande maioria acha que ele não vale o dinheiro gasto.

— O que existe nesses pós e nessas pílulas é proteína hidrolisada, de fácil digestão. Uma vez absorvida, é distribuída ao corpo todo. Ela não vai necessariamente para a pele, e sim para onde nosso organismo achar que é mais importante — diz Bruna, que recomenda uma dieta naturalmente rica em peixe, carne e frango para ajudar na manutenção da firmeza.

O que também vale a pena pesquisar bastante antes de comprar são os cosméticos. A pele, segundo os médicos, não tem capacidade de absorver colágeno tópico, então corra de frascos com essa palavrinha mágica impressa no rótulo prometendo mil maravilhas.

— O importante é que seja um creme à base de substâncias que efetivamente estimulem a produção, como o ácido ascórbico, que a gente conhece como vitamina C, e o ácido retinoico — diz Monica Azulay.

Entre mitos e verdade, a gente fica com a ciência — bem fundamentada.

VEM, COLÁGENO

Quem são eles

Os bioestimulares são substâncias feitas em laboratório que incitam as células a produzirem mais colágeno e, consequentemente, dão mais sustentação à pele. Existem dois tipos disponíveis no mercado: o ácido Poli-L-Láctico (conhecido comercialmente por Sculptra) e a hidroxiapatita de cálcio (de nome fantasia Radiesse). O primeiro não tem efeito de perda de volume; já o segundo, também faz o papel de um preenchedor.

Frequência de aplicação

Quando se trata desse tipo de procedimento, os médicos indicam, em média, três sessões, mas o número pode variar para mais ou menos, dependendo do grau de flacidez do paciente. Vale lembrar que as substâncias são injetáveis, e um anestésico local minimiza a dor da aplicação. Os intervalos entre cada protocolo são de 30 a 45 dias.

Pode/não pode

Embora a flacidez apareça com mais intensidade a partir dos 40 anos, genética e hábitos sociais podem fazer com que a questão seja uma realidade mais cedo. Não há contraindicação de estímulo de colágeno em pacientes a partir dos 30 como prevenção. Os bons médicos, no entanto, não fazem aplicação em gestantes e pessoas com doenças autoimunes.

Texto: Talita Duvanel

Fonte: oglobo.globo.com

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