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A dieta da ‘moda’ em 2019 pode ser a ‘pegan’

3 de fevereiro de 2019

Ela mistura o veganismo com a alimentação paleolítica; entenda!

A dieta pegan promete conquistar fãs ao misturar o consumo de vegetais in natura da alimentação paleolítica com a restrição de carnes e leite do veganismo

Em 2018, a dieta da moda foi a cetogênica, ou keto, como é chamada em inglês. Ela prega o elevado consumo de gordura e proteína em detrimento à ingestão de carboidratos. Normalmente, ela é indicada para tratar a epilepsia. Agora, em 2019, está surgindo nos Estados Unidos a “pegan”, que mistura o veganismo (vegan em inglês) e a dieta paleolítica – baseada na alimentação com vegetais in natura, carne, peixe e ovos, que eram consumidos pelo Homo sapiens durante o período Paleolítico, de 2,5 milhões de anos atrás a cerca de 10.000 a.C.

“A dieta pegan recomenda que a maior parte das refeições deve ser composta de frutas e legumes. Esse é um ótimo começo, já que a maioria das pessoas não come nem perto dessas potências nutricionais que combatem doenças, contêm micronutrientes essenciais e fornecem fibras para um intestino saudável”, esclarece a dietista australiana Melissa Meier, em artigo publicado no portal My Body and Soul, especializado em bem-estar e fitness, no final de janeiro deste ano.

A pegan também foca nas gorduras saudáveis, como peixes “gordos” (salmão e atum), nozes, sementes e abacate. “Isso é uma boa notícia para a saúde do seu coração e cérebro. Além disso, você pode ter uma mistura de proteínas à base de plantas e animais, incluindo pequenas quantidades de carne, peixe e ovos, por isso não é excessivamente restritiva nesse departamento”, diz a especialista.

Outro aspecto positivo da dieta pegan, conforme a dietista, é que os alimentos processados são limitados. “Isso não quer dizer que todos os alimentos processados não são saudáveis, mas muitas pessoas comem muito os ‘menos saudáveis’, como batatas fritas, biscoitos e fast food”, comenta Melissa.

Contras

Mas nem tudo são flores na “nova dieta”. A pegan também defende o consumo de produtos sem glúten, o que é considerado desnecessário se você não for intolerante a essa proteína presente em cereais como trigo, centeio e aveia. “Além disso, recomenda-se que os grãos com glúten sejam limitados. Então, você teria que dizer adeus a alimentos saudáveis como pão integral, quinoa e arroz integral, juntamente com a energia de longa duração que eles fornecem”, afirma a australiana no artigo.

Outra limitação polêmica da dieta pegan está ligada aos legumes. Feijões, lentilhas e grão de bico não constam da lista de alimentos permitidos. “Eles são repletos de benefícios para a saúde, e todos nós nos beneficiamos ao comer mais deles”.

E para quem gosta de tomar leite ou consumir laticínios, é melhor ficar longe da dieta pegan. “Pode dificultar a obtenção do cálcio necessário. Isso é uma preocupação, especialmente se você for mulher, porque a maioria de nós não consome uma quantidade suficiente de cálcio”, alerta Melissa Meier.

Em resumo, a dietista afirma que existem alguns aspectos positivos da pegan, mas as restrições são consideradas desnecessárias. “Na verdade, acho que a dieta pegan é apenas mais uma moda restritiva que não vai funcionar para a grande maioria das pessoas a longo prazo. Além disso, há o potencial para levar a várias deficiências nutricionais. Meu conselho? Cuidado”, orienta a especialista australiana no artigo recém publicado.

Texto: João Paulo Martins
Fonte: Revista Encontro
Notícias: Lake Vilas Charm Hotel & SPA