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Ansiedade causa estresse e diminui a autoestima. O que ela faz com você?

10 de outubro de 2017

Business man suffer from headaches.

Segundo um novo estudo de professores da Universidade de Toronto, no Canadá, e da Universidade Politécnica de Hong Kong, além de impactar o bem-estar e a saúde dos funcionários, a ansiedade no ambiente de trabalho também afeta o desempenho profissional. No Brasil, um levantamento realizado com mais de 1.200 profissionais, mais da metade deles indicaram sentir um nível alto ou muito alto de ansiedade no trabalho.

Mas o problema não reflete apenas no ambiente de trabalho. A ansiedade das pessoas já é quase crônica, o mundo está ansioso! Quantas pessoas vivem com refluxo, muito problema de estômago, mal-estar à noite, insônia… tudo isso é ansiedade, a cabeça não para, pensamentos compulsivos, o tempo todo se preocupando com algo.

A crise pela qual o país está passando, com problemas políticos e econômicos, empresas fechando, desemprego, enfim, também são fatores que podem intensificar a sensação de ansiedade. O ambiente em que vivemos pode ser um gerador de bem-estar ou de estresse, no entanto, o indivíduo pode lidar com esse ambiente de maneira positiva ou negativa. Tudo dependerá da sua formação emocional e de sua conexão com o amor-próprio e a autoconfiança.

Conhecer sua história de vida e aprender como se tornou a pessoa que é hoje, é fundamental para lidar com a ansiedade criada pelo sistema de cobrança, crítica e exigência.

Mas, além dos fatores externos, a cobrança interna exagerada também pode ser responsável pela ansiedade. Nós aprendemos sobre nós com o que ouvimos, vemos e sentimos quando crianças. O que contaram para nós, de nós e por nós faz com que nossa autoimagem e sensação de capacidade ou incapacidade nos forme. Dessa maneira, as histórias que contamos sobre nós mesmos podem gerar um sentimento de competência e orgulho do que somos, ou uma profunda sensação de incapacidade e nossa autocrítica e super exigência pode nos levar a prever um fracasso, uma desilusão, além de alimentar nosso medo de errar, de não dar conta, de ser rejeitado, enfim de não ser amado nem reconhecido em nossas primeiras necessidades.

No Processo Hoffman, eu pergunto para os meus alunos ansiosos o que eles querem, o que foram procurar e, todos eles, sem exceção, contam que querem ser feliz. E 101% contam que a ansiedade atrapalha a busca pela felicidade. De um modo geral, as pessoas querem para ontem. No entanto, não dá para ser feliz ontem ou daqui a pouco, é uma questão de treino também. Não adianta simplesmente desejar e continuar mantendo os mesmos comportamentos, você não vai sair do lugar.

É preciso que as pessoas aprendam ainda como reconhecer quando a ansiedade está demais e o que fazer para se movimentar positivamente na vida. No geral, a ansiedade vem de uma expectativa ou desejo e é fato que temos muito medo da frustração aos nossos desejos. Porém, muitas vezes, para evitarmos uma dor acabamos por gerar um caminho que leva à própria frustração. Queremos uma vida melhor, um emprego melhor e que o companheiro nos ame incondicionalmente… Mas a vida não é permanente, o mundo não nos dá garantia e o tempo é inexorável. E aí? O que fazer com essa tal ansiedade?

Outro ponto fundamental é saber compreender seus sentimentos, suas emoções e, também, suas qualidades. Quanto mais qualidades perceber em si mesmo, mais amor-próprio você adquire e consegue baixar o nível de ansiedade, assumindo o controle dela. Que tal começar a contar uma nova história de vida, com bons pensamentos, bons sentimentos e sem ansiedade? Construa uma verdade positiva e seja feliz!

Texto: Redação

Fonte: Bonde

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