Lake Vilas Charm Hotel


Blog

Chegou a vez da maquiagem para homens?

22 de abril de 2017

Grandes nomes como Tom Ford e Marc Jacobs já têm suas linhas masculinas. Devemos dar o próximo passo depois dos cremes faciais?

pinceis

Maquiagem para homens. A expressão pode ainda ser estranha, mas é um negócio real (como negócio mesmo): Tom Ford, Marc Jacobs e outras marcas já lançaram linhas com produtos masculinos, e a ideia aparece mais e mais nas passarelas e na televisão. Se já aceitamos cremes mil para cuidar da pele, porque não um pouco de corretivo?”, parece ser a pergunta por trás desses lançamentos. (E aumentar o faturamente das linhas de higiene pessoal para homens, também.) O que leva a outras duas questões: existe espaço para as maquiagens masculinas no mercado? E: você deve investir nelas?

A resposta para ambas, a princípio, é sim.

Agora, calma. Estamos falando dessa primeira oferta de produtos, que não inclui nada parecido com batons, sombras, delineadores ou nada assim. São produtos feitos especialmente para não serem notados – base, creme, pó bronzeador, tudo empacotado em caixas que parecem de charrutos, embora, em essência, alguns sejam idênticos aos produtos femininos. (Se quiser saber mais sobre o uso diário de produtos como esse, a GQ americana testou vários deles para a edição de abril.)

Claro que o preconceito e a resistência são grandes. Fomos ensinados a vida toda que maquiagem é coisa de mulher. Ou pouco masculino. Mas veja o maior mercado para maquiagens de homem do mundo: a Coreia do Sul. O país é bem mais patriarcal que o Brasil ou os Estados Unidos, só que os sul-coreanos entenderam que maquiagem pode ser uma vantagem, na carreira e nos relacionamentos, assim como outros cuidados que são largamente aceitos (todos os outros produtos que já passamos na cara).

A ideia não é nada nova. Antes do século 19, os homens da aristocracia europeia passavam pó e rouge, e embora a maquiagem masculina tenha depois disso caído em desuso, há algumas décadas ela já vem sendo recuperada. David Bowie (óbvio) e Prince (óbvio, de novo) usavam e Kurt Cobain também (delineador, inclusive), por exemplo. (Outro exemplos mais discutíveis incluem Jared Leto e Brandon Flowers.)

É menos provável que essa tendência de maquiagem óbvia chegue ao cotidiano, ela é mais underground, artística. Já os produtos mais discretos devem ser o próximo passo lógico no crescimento do mercado de grooming masculino. Cautela, em qualquer um dos casos, é altamente recomendada. Como disse James Anderson, editor da revista de moda i-D, recentemente: “Às vezes funciona, às vezes fica horrível, mas vaidade masculina não é mais considerada vergonhosa”.

Mas e aí, por onde começar? Conheça grifes que já tem linhas masculinas ou marcas criadas apenas para isso:

Nickel
A marca francesa de produtos masculinos, criada em 1996, tem duas opções de maquiagem: um corretivo (R$ 119,90) e um autobronzeador (R$ 62,94). Os dois estão à vendo no Brasil no Men’s Market.

Marc Jacobs
O estilista lançou em setembro do ano passado, em parceria com a Sephora, três produtos unissex: o corretivo Remedy Concealer Pen (US$ 39), o Lip Lock Moisture Balm (US$ 24), para cuidar dos lábios, e o Brow Tamer Grooming Gel (US$ 24).

Tom Ford
A linha For Men de cosméticos do estilista começou ser vendida em novembro do ano passado. São oito produtos, incluindo um gel bonzeador (US$ 48), um corretivo (US$ 40) e até uma máscara de lama (US$ 60).

Mënaji
Maquiadora de Barack Obama e Jay Leno, Michele Probst fundou a marca de cuidados para a pele masculinos em 2000. Além de produtos para limpar e hidratar a pele, tem o corretivo de “camuflagem urbana” CAMO (US$ 25) e pó bronzeador (US$ 35).

Texto: Renan Dissenha Fagundes

Fonte: GQ Globo