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Descubra alguns mitos e verdades sobre o pão nosso de cada dia

16 de junho de 2017

O pão ganhou acréscimos na receita, e hoje tem inúmeras variedades, como francês, bisnaguinha, integral, italiano, sírio, croissant e entre outros.

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De acordo com os nutricionistas, o pão é basicamente um alimento rico em carboidratos, categoria de nutrientes responsáveis principalmente por fornecer energia para o organismo.

Consumido pelos seres humanos há milênios, o pão há alguns anos passou a ser apontado como um dos maiores vilões das dietas e até da saúde. Há quem recomende mesmo que ele seja retirado totalmente do cardápio, ao lado de bolos, bolachas e outros produtos à base de trigo. Mas será mesmo o pão um alimento tão nefasto a ponto de precisar ser eliminado de vez da mesa?

A rigor, não há motivo para uma atitude tão extrema como essa. De acordo com os nutricionistas, o pão é basicamente um alimento rico em carboidratos, categoria de nutrientes responsáveis principalmente por fornecer energia para o organismo. Cereais como arroz e aveia, e tubérculos, como batata e macaxeira, também fazem parte desse grupo.

Por outro lado, o consumo de pão além da cota pode causar problemas. Isso porque o açúcar (equivalente ao carboidrato) em excesso promove picos de insulina, prejudicando o organismo. E também porque a energia não gasta acaba sendo convertida em gorduras.

“Se não consumido na porção e na quantidade certas, (o pão) pode trazer problemas ligados aos triglicerídeos no organismo”, assinala o nutricionista Rachid Mokdci. Gorduras presentes no sangue, os triglicerídeos são associados a doenças cardíacas, entre outras, em níveis elevados.

Quilos a mais?

O resultado mais evidente do excesso, claro, aparece no ponteiro da balança. Mas o pão nem sempre pode levar toda a culpa pelos quilos a mais. “A questão da formação da ‘barriguinha’ está mais ligada ao consumo de lipídeos (gordura) do que ao trigo propriamente dito”, diz Mokdci, que atenta ainda para os acréscimos feitos na hora do café ou do lanche.

“O acompanhamento dessa torrada ou desse pão também tem de ser observado, principalmente quando se trata de recheios, como margarina, manteiga, requeijão, doces, geleias e patês”.

O nutricionista ressalta que os pães ricos em fibras podem até contribuir para a perda de peso, ajudando no trânsito intestinal.

Tipos e benefícios

Produzido pelo cozimento da farinha de trigo com água e sal, o pão ganhou acréscimos na receita, e hoje tem inúmeras variedades, como francês, bisnaguinha, integral, italiano, sírio, croissant e por aí vai. De forma geral, todos são boas fontes de carboidratos, mas as versões integrais, com mais ingredientes naturais na composição, são as mais recomendadas.

“Por conta do baixo índice glicêmico do produto, e por causa dos benefícios trazidos pelas fontes de fibras adicionadas ao produto, como por exemplo linhaça, quinoa, chia, farelo de trigo, aveia, amaranto e até mesmo a castanha do Brasil e a castanha de caju”, justifica Mokdci.

Sinal amarelo

Mas, se o pão é nutritivo e pode trazer até ingredientes benéficos, por que há quem defenda tirá-lo da dieta? É que o trigo consumido hoje, submetido a mudanças genéticas e processos cada vez mais industriais, seria prejudicial à saúde humana.

Foi o que o cardiologista norte-americano William Davis apontou em seu livro “Barriga de trigo”, lançado nos Estados Unidos em 2011. Segundo o especialista, o “novo” trigo – aquele consumido desde os anos 1970 – contém substâncias capazes de causar picos de insulina no sangue, de estimular o apetite e de tornar a pessoa “viciada” em alimentos à base do cereal. O resultado, além do aumento de peso, seriam prejuízos à saúde como doenças cardíacas e até depressão.

Mas não há motivo para desespero: os nutricionistas não indicam eliminar o pão da dieta, mas sim reduzir a quantidade (mesmo os integrais) e alternar seu consumo com outras fontes de carboidratos, como aveia, batata doce, tapioca e outras. “O pão pode ser substituído por outros alimentos, assim como no caso de pacientes com alergia ou intolerância ao glúten”, afirma Mokdci.

O segredo, enfim, não é cortar o pão, mas incluí-lo numa dieta rica e equilibrada. E sem excessos.

Mitos & verdades

É um alimento nutritivo

VERDADE: além dos carboidratos, que dão energia ao organismo, ele contém nutrientes e sais minerais como retinol, fósforo, ferro, cobre, zinco, ácido fólico e potássio. A versão integral é também rica em fibras.

Engorda

DEPENDE: como qualquer alimento, depende da quantidade consumida. Consumido em quantidades certas e com os acompanhamentos adequados, o pão pode fazer parte de uma dieta balanceada.

Pão integral engorda menos que o pão francês

MITO: os dois tipos engordam se consumidos em excesso. Mas o integral dá maior sensação de saciedade, graças às fibras, além de conter outros nutrientes, quando acrescido cereais e castanhas.

Pão incha

MITO: Rico em carboidratos e nutrientes, o pão tem digestão rápida e fácil. Porém, consumir pão com alimentos gordurosos, gasosos ou que fermentam, dificulta a digestão. E quem tem intolerância ao glúten pode experimentar reações adversas, incluindo inchaço abdominal.

Pão de forma é melhor que pão francês

VERDADE: O pão de forma contém menos calorias, menos sal e carboidratos quando comparado ao francês. Por isso, ele é a opção mais equilibrada entre os dois.

Pão branco faz mal à saúde

MITO: A ausência de fibras do pão branco facilita a digestão e não faz mal à saúde. O carboidrato ingerido é rapidamente quebrado, fornecendo energia, o que faz dessa variedade uma opção para quem pratica atividades físicas.

Torrada é mais saudável que o pão comum

MITO: Em se tratando apenas de pão fatiado e assado, não há diferença entre as versões comum e torrada. Por outro lado, torradas amanteigadas têm mais gorduras que o pão comum.

Texto: Jony Clay Borges

Fonte: Acritica

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