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Já ouviu falar nos nootrópicos?

6 de setembro de 2019

Alguns nutrientes ajudam a ‘turbinar’ as funções cerebrais

 Problemas neurológicos afetam cada vez mais pessoas no mundo, especialmente o transtorno de ansiedade, a depressão, o Mal de Alzheimer e a esclerose múltipla. Além da mudança de hábito, é preciso investir também na alimentação de qualidade. E os chamados nootrópicos podem ser uma ótima alternativa para manter em dia a saúde do cérebro.

“O nome é estranho, mas ‘nootrópico’ é apenas um termo para uma ampla gama de suplementos, drogas ou outras substâncias que podem ter a capacidade de melhorar a função cognitiva. Também conhecidos como drogas inteligentes, os nootrópicos podem melhorar a memória e o desempenho cognitivo em indivíduos saudáveis. Eles também são elogiados por seus benefícios neuroprotetores. Em outras palavras, não só afirmam aumentar o poder do cérebro, mas podem ainda proteger as funções cerebrais da deterioração ao longo do tempo”, explica o médico americano Will Cole, especializado em Medicina Funcional e Nutrição Clínica, em artigo publicado no portal americano MBG Health na última segunda, dia 1º de abril.

Segundo ele, os nootrópicos são práticos porque podem ser facilmente adicionados à rotina diária. “A maioria dessas ervas e compostos pode ser encontrada na forma de suplemento, natural ou sintético. Você também encontra açafrão em pó, que pode ser adicionado a vitaminas ou receitas”, comenta o especialista.

Embora esses compostos sejam considerados seguros, na maioria dos casos, ainda é preciso lembrar que existem poucos estudos sobre os efeitos dos nootrópicos. “Como são muito distintos, dependendo da sua saúde, você pode ser mais sensível a certos nootrópicos, como a L-teanina ou a cafeína. Algumas pessoas, por exemplo, têm mutações genéticas específicas que dificultam o metabolismo da cafeína. Meu conselho é começar devagar, ouvir seu corpo e ajustar de acordo com a necessidade. Ainda assim, sempre busque orientação de um médico sobre o uso de suplementos”, afirma Will Cole no texto recém publicado.

Abaixo, o médico americano cita os principais nootrópicos:

Cafeína

Um dos mais consumidos, a cafeína é encontrada no café, no chá verde e no chocolate. Ou seja, você pode estar recebendo um “impulso matinal” há anos. “Você também pode encontrar suplementos de cafeína. Ela ajuda a se sentir mais alerta e ‘acordar’, bloqueando os receptores de adenosina [atua no uso de energia] do cérebro”, diz o especialista.

L-teanina

Este aminoácido também está naturalmente presente no chá, especialmente o verde, tornando a bebida a melhor escolha em relação ao café, se você quiser um estímulo a mais, associado à cafeína. “Estudos mostram que a combinação dos dois [cafeína e l-teanina] resultou num tempo de reação mais rápido e melhorou a fadiga mental”, comenta Will.

Creatina

Outro aminoácido importante para o corpo, ele é responsável pela produção de proteínas e ajuda no crescimento dos músculos, sendo muito popular entre praticantes de exercícios. “Também é considerado um grande combustível para o cérebro porque se liga ao fosfato para dar energia às células cerebrais, aumentando a memória de curto prazo”.

Gingko biloba

Planta típica da China, suas folhas têm ação comprovada como um poderoso impulsionador do cérebro. “Isso não só ajuda a melhorar a memória, mas pode aliviar o desgaste mental, diminuindo o hormônio do estresse, o cortisol”.

Panax ginseng

Outra espécie típica da Ásia, a planta popularmente chamada de ginseng também favorece a memória, reduzindo o estresse oxidativo e promovendo o óxido nítrico que protege o cérebro. “Uma pesquisa já comprovou essa capacidade de prevenir a perda de memória relacionada à idade e de melhorar a memória de longo prazo”, afirma Will Cole.

Curcumina

Você podeEste é o princípio ativo do açafrão-da-Índia (Curcuma longa). Muito usado como tempero, a cúrcuma ajuda a melhorar a memória de trabalho se for usada como suplementação de forma regular, a longo prazo. “A curcumina também pode aumentar o BDNF [Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro], reduzir o estresse oxidativo e inibir as citocinas inflamatórias”.

Texto: João Paulo Martins

Fonte: Revista Encontro

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