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Rugas: veja como atenuar o envelhecimento do pescoço

3 de novembro de 2017

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Diferentemente da pele da face, a do pescoço é mais fina, delicada e pobre em lipídeos, o que caracteriza uma derme seca, menos resistente às agressões do meio ambiente e mais propensa à formação de rugas. Para prevenir o envelhecimento precoce do pescoço é fundamental a utilização de um bom creme hidratante, bem como a aplicação diária de protetor solar, o que evita a danificação das fibras dérmicas pela radiação do sol. São essas fibras que garantem a firmeza e hidratação da pele.

Lipoaspiração

Cada pessoa, evidentemente, envelhece à sua maneira, mas é geralmente na faixa dos 50 que muitas mulheres consideram fazer o primeiro lifting parcial, cirurgia plástica feita para rejuvenescer o pescoço e remover a pele flácida na linha da mandíbula.

Antes disto é possível se valer de vários recursos para tratar a pele do pescoço a fim de reduzir a papada, proveniente do acúmulo de gordura nesta região e do avanço da idade. “A papada pode ser melhorada através de um processo de emagrecimento ou com a realização de uma lipoaspiração”, informa o cirurgião plástico, Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada.

A gordura não é considerada um fator determinante para o envelhecimento, mas as pessoas que emagrecem e engordam com muita facilidade apresentam uma flacidez maior da pele na região do pescoço. “O efeito sanfona faz com que a região apresente deficiências de colágeno e elastina. Com o tempo e devido ‘ao eterno engorda e emagrece’ essas substâncias vão sendo produzidas em menor quantidade pelo organismo”, explica Penteado.

Para os casos em que a gordura fica acumulada no pescoço (região cervical) e abaixo do queixo (submento), o cirurgião plástico deve avaliar a indicação de uma lipoaspiração de papada. “O procedimento esculpe e realça o ângulo e a linha da mandíbula, ajudando a corrigir a flacidez e desfazendo o queixo duplo”, explica o médico, que é membro titular da Sociedade Brasileira da Cirurgia Plástica.

Em média, a cirurgia dura menos de uma hora e é realizada com anestesia local ou sedação. São feitos pequenos botões anestésicos com lidocaína, onde serão introduzidas as cânulas – duas atrás de cada orelha e duas atrás do queixo – para aspirar a gordura em excesso. Não ocorre descolamento da pele e as cicatrizes são imperceptíveis. Em relação aos cuidados pós-cirúrgicos, os pontos podem ser retirados em uma semana. “São indicadas também sessões de drenagem linfática facial e, obviamente, deve-se evitar a exposição ao sol”, diz Ruben Penteado.

Lifting facial

Esta cirurgia restaura a suspensão da musculatura do platisma (músculo do pescoço) e traciona a pele para cima. É feita uma incisão da parte superior da orelha até o couro cabeludo, tracionando-se a pele do pescoço e retirando-se o excesso. “O resultado torna o pescoço mais liso e devolve o contorno mandibular, eliminando o aspecto flácido resultante do excesso de pele”, explica o diretor do Centro de Medicina Integrada.

Se houver também acúmulo de gordura, é feita simultaneamente uma lipoaspiração. As cicatrizes não ficam aparentes e a recuperação cirúrgica é relativamente rápida. “No pós-operatório, existe um inchaço da face por algumas semanas, sendo indicada a drenagem linfática localizada para uma recuperação mais rápida. O aspecto definitivo aparecerá somente após 3 meses”, diz o médico.

Soluções temporárias

Recentemente, o rejuvenescimento do pescoço ganhou “outra arma”: injeções de botox. “O alvo das injeções é o platisma, um músculo bilateral que desce da mandíbula até a saboneteira, a depressão cercada de ossos logo abaixo do pescoço. À medida em que a idade avança, o platisma salta à vista e ainda puxa mais para baixo a pele já flácida do contorno do rosto, formando a papada pregueada”, explica Ruben Penteado.

A aplicação de botox numa área triangular, bem no centro do músculo, faz com que ele relaxe. Sem tração, as pregas do pescoço se suavizam e a região logo abaixo da mandíbula se eleva. O tratamento vem sendo vendido como ‘uma alternativa temporária à plástica tradicional’.

“Esta região, no entanto, é uma área delicada, onde uma aplicação malfeita de botox pode causar alterações da sensibilidade e problemas motores, como dificuldade de engolir, por exemplo. Sem falar no risco do rosto ficar mais puxado de um lado que do outro… É sempre bom ouvir muitos especialistas antes de decidir…”, alerta o médico.

Sem aval do FDA, mas em vigor nos EUA

Mesmo sem o aval do FDA – the Food and Drug Administration – nos Estados Unidos, o Ulthera também aparece como uma promessa para acabar com o “pescoço de peru”, pois promove a elevação da pele, usando um ultrassom para estimular o crescimento do colágeno profundo sob a epiderme.

Uma única aplicação pode melhorar os contornos sob o queixo e a flacidez em pacientes, entre 40 e 55 anos de idade, que sentem que ainda não estão prontos para a cirurgia plástica.

Os resultados do Ulthera podem durar “um ano ou mais”, mas até mesmo os cirurgiões plásticos americanos concordam que mais estudos multicêntricos, a longo prazo, são necessários, antes da adoção desta prática.

Texto: Redação

Fonte: Bonde

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