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Teoria telomérica do envelhecimento

3 de julho de 2017

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A humanidade sempre procurou uma fórmula para retardar o envelhecimento, o “elixir da juventude”. E por muitos anos, a ciência buscou respostas para algumas perguntas sobre este fenômeno: O que é envelhecimento? Por que as pessoas envelhecem? Por que em algumas pessoas determinados órgãos envelhecem mais rapidamente que outros? Podemos retardar, parar ou reverter o envelhecimento?

Algumas teorias são propostas para explicar tal processo, entre elas, a teoria dos telômeros. Estudos científicos sobre o encurtamento telomérico, tem chamado a atenção das pesquisas biológicas em genética de envelhecimento, que buscam propostas de rejuvenescimento e melhoria na qualidade de vida.

Os telômeros apresentam uma função muito relevante que é manter a estabilidade dos nossos cromossomos ao longo da vida. Eles impedem que nossos cromossomos sejam danificados quando ocorrer diversas e sucessivas divisões celulares comuns a muitos processos fisiológico do ser humano.

Envelhecimento e a teoria dos telômeros

Os telômeros denotam importância imensurável no processo de envelhecimento. A porção final protetora do cromossomo – o telômero – é marcada pela repetição de uma respectiva sequência de bases nitrogenadas, a qual o DNA polimerase enfrenta dificuldades para se acoplar e sintetizar a cópia. Dessa forma, porções do telômero são perdidas a cada replicação do material genético, e o encurtamento dele implica uma paralisação no ciclo celular, visto que uma divisão celular, sem garantias de uma cópia “saudável” do DNA, não é realizada.

Dessa forma, há o condicionamento do envelhecimento por meio dos telômeros – teoria telomérica de envelhecimento -, no sentido em que a célula envelhece quando ela perde a sua capacidade de duplicação por comprometimento dos telômeros e, então, se inativará com o tempo, configurando-se como a senescência em si.

Essa é a condição natural de envelhecimento à qual as células estão submetidas, mas elas possuem uma regulação positiva quanto a isso: a telomerase. Essa enzina é considerada um relógio biológico, um marcador a indicar que a senescência celular irá se instalar inevitavelmente. Sendo ela, fundamental na regulação da atividade celular, restituindo os telômeros ao adicionar bases nitrogenadas na porção final do cromossomo.

A telomerase possui uma extremidade proteica e outra de RNA com nucleotídeos complementares aos dos telômeros. Quando se encontram a fita de nucleotídeos da enzima e do telômero se pareiam e conforme a telomerase se desloca sobre ele novos nucleotídeos teloméricos surgem, assim a camada protetora dos cromossomos é reposta, possibilitando novas duplicações celulares.

Surpreendentemente, várias células humanas não expressam telomerase. A maioria das nossas células somáticas normais ao perder segmentos de seus telômeros na mitose, sofrem um encurtamento telomérico não reparado, indicando que a telomerase não está agindo. Existem células que não apresentam senescência, em que a divisão celular se mantém com alto potencial de multiplicação, imunes à ação do tempo. São as células germinativas, que estão relacionadas com a perpetuação da vida: as células tronco, que atualmente são aplicadas aos transplantes para promover regeneração e possível tratamento de doenças que afetam a humanidade. E as células cancerígenas, que são motivos de estudos para se encontrar a cura definitiva do câncer.

Contudo, a atividade da telomerase é uma faca de dois gumes. Sua ação pode ser tanto benéfica quanto maléfica. Por um lado essa ação é importante e benéfica para a vida já que impede o envelhecimento precoce, mas por outro ela pode ser muito danosa como nos casos cancerígenos em que a telomerase é reativada permitindo que as células cancerosas se proliferem.

Provavelmente outra pergunta passou pela sua mente neste momento: E agora, o que faço para manter meus telômeros longos e evitar o máximo seu encurtamento? Primeiramente, é importante saber que o tamanho dos telômeros é determinado geneticamente. Não podemos modificar isso, mas mesmo que a pessoa não apresente uma genética favorável, podemos agir sobre os fatores que contribuem para preservar o comprimento dos telômeros, e assim, evitar o envelhecimento precoce e ter uma vida melhor e com mais qualidade.

Anote estas dicas:

  • Alimentação equilibrada e IMC adequado – as pessoas obesas têm maior o encurtamento telomérico e quanto mais se perde massa adiposa, mais alongado ficam os telômeros.
  • Atividade Física – um estudo com 2401 participantes demonstrou quanto mais atividades físicas as pessoas praticam, mais se alongam os seu telômeros. Este estudo comprovou a importância da atividade física regular para prevenir o envelhecimento.
  • Diminua o estresse oxidativo – os radicais livres levam ao estresse oxidativo e a processos inflamatórios no organismo que aceleram o envelhecimento. Além de consumir alimentos antioxidantes, é necessário realizar tratamentos estéticos com ativos tópicos antioxidantes e que atuem no estresse oxidativo.
  • Consuma vitamina D e vitamina B9 – estudos afirmam o poder dessas vitaminas no alongameto dos telômeros e melhor preservação dos cromossomos.
  • Fatores como o cigarro, o sol sem proteção, álcool, estresse e poluição também afetam os comprimentos dos telômeros e aumentam o estresse oxidativo. Por isso, é necessário estar ciente da importância do uso de fotoprotetores diariamente.
  • Finalmente, adote uma vida mais saudável, tranquila e equilibrada. Estes hábitos estão associado a maiores telômeros, em todos os estudos.

Texto: Cristiane Rocha

Fonte: Adelia Mendonça

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