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Tratamentos de pele com ácidos irritantes devem ser evitados no verão

7 de dezembro de 2017

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Eficazes nos tratamentos de cicatriz de acne, rugas e manchas, os ácidos mais prescritos no inverno saem de cena no verão, para evitar que sua pele fique irritada, hipersensível e até que sofra queimadura

Número um em rejuvenescimento, referência em esfoliação e poderosa atividade secativa. Respectivamente, estamos falando do ácido retinoico, dos alfa-hidroxiácidos e da tretinoína. Os três poderosos ingredientes, muito prescritos no inverno, agora saem de cena e dão espaço a ácidos com atuação antioxidante, protetora e anti-inflamatória.

Retinóides – “Os retinóides são prescritos geralmente no inverno e nunca prescrevemos de maneira contínua porque a pele vai ficando mais fina, avermelhada, com aspecto muito mais delicado e isso faz com que ela tenha uma maior sensibilidade aos agressores ambientais – o que significa: mormaço, calor, luz visível e especialmente o sol”, explica a dermatologista Dra Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Por isso, o ingrediente não é indicado nas altas temperaturas.

Alfa-hidroxiácidos – De acordo com a médica, o ácido glicólico, por exemplo, é um alfa-hidroxiácido e torna a pele mais sensível, portanto após seu uso, o ideal é não expor a pele ao sol ou isso pode causar forte irritação na pele com descamação, vermelhidão e até mesmo o surgimento de manchas. O ideal, nesse caso, é buscar esfoliantes mais suaves ou evitar a exposição solar – e reforçar a fotoproteção.

Ácidos permitidos

Algumas substâncias ainda podem – e devem – ser usadas. Apesar de não oferecer a mesma potência rejuvenescedora, os ácidos ferúlico, kójico, azelaico, maslínico, ascórbico e (é claro) hialurônico fazem parte das prescrições nos climas quentes, por oferecerem resultados eficientes. Mas atenção: “A indicação e a dosagem devem ser feitas por dermatologista, assim como a orientação do modo de uso. Independente se o ingrediente é fotossensibilizante, a proteção solar é regra básica e deve ser seguida diariamente com FPS 30 (no mínimo) e reaplicado de duas em duas horas”, explica a dermatologista. Saiba mais sobre esses ácidos:

Ácido Ferúlico – Encontrado nas folhas e sementes de muitas plantas, especialmente farelo de milho e arroz. “Esse ácido fornece hidrogênio para a neutralização dos radicais livres, compostos estes relacionados com o envelhecimento das células, portanto é um potente antioxidante”, comenta a dermatologista Dra. Claudia Marçal. O ácido ferúlico suaviza rugas e linhas de expressão.

Ácido Kójico – Considerado um clareador importante por ter uso permitido durante o verão e também na gestação. “Ele inibe a ação da tirosinase (enzima responsável pela produção de pigmento) como quelante de íons, promovendo a diminuição da formação de melanina, promovendo clareamento. É um ácido que não causa irritabilidade nas concentrações de margem de segurança”, destaca Claudia Marçal.

Ácido Azelaico – Encontrado no trigo, o ácido pode ser usado também por gestantes no controle do melasma. “Ele inibe a tirosinase (enzima responsável pela estimulação e produção da melanina), então consegue prevenir a formação do melasma (e, se presente, o ácido consegue controlar e clarear)”, explica Claudia Marçal.

Ácido Maslínico – Substância derivada da moagem de azeitonas, é um poderoso antioxidante e também tem ação anti-inflamatória considerável. “O ácido reduz a vermelhidão de peles irritadas, principalmente após exposição solar e outros agressores ambientais. A substância age diretamente sobre a hidratação e aparência da pele, deixando-a mais macia e radiante”, comenta Claudia Marçal.

Ácido Ascórbico – é a famosa Vitamina C. “O Ácido L-Ascórbico é um poderoso antioxidante, cuja aplicação tópica permite alcançar níveis que não seriam possíveis com a ingestão de frutas ou de suplementação oral de vitamina C”, explica a dermatologista. Além disso, é responsável por frear a ação dos radicais livres, estimular a formação de novo colágeno (é cofator da síntese) e ajuda a proteger a pele dos efeitos do sol, na medida em que uniformiza o tom de pele e melhora sua textura.

Ácido Hialurônico – Esse ácido é uma glicosaminoglicana e faz parte da matriz extracelular, onde ficam as fibras do colágeno e elastina. “Com o avanço da idade, o ácido hialurônico diminui, reduzindo também a hidratação e elasticidade da pele. Então, quando existe falta de ácido hialurônico, há desidratação da pele, tendência à flacidez, formam-se rugas, sulcos e perda de luminosidade”, explica a dermatologista. O ativo ácido hialurônico tem vários pesos moleculares e deve ser usado numa composição com diferentes pesos para atuar em várias camadas.

Texto: Dra. Claudia Marçal. dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, com especialização pela Associação Médica Brasileira (AMB), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD), CME (Continuing Medical Education) na Harvard Medical School.

Fonte: Estética Brasilia

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